A dona do borboletário teve um raciocínio manco para solucionar possíveis problemas com suas “mercadorias”. Ela adotou uma técnica para reduzir o estresse dos insetos:
“Para enviar os animais para todo o Brasil, a equipe de Sara utiliza-se do método da diapausa, uma espécie de hibernação dos insetos.
(…) — A diapausa é um processo natural que diminui o metabolismo dos animais. Ele também ocorre na natureza quando há quedas bruscas na temperatura. O problema da diapausa induzida é se o choque térmico for muito forte, aí sim pode acarretar danos maiores nos animais, já que o metabolismo pode demorar muito para voltar ao normal. Caso contrário, não gera traumas nas borboletas. (fala do biólogo e especialista em borboletas Marcelo Duarte da Silva, do Museu de Zoologia da USP)” – texto do portal R7
Mas a comerciante não pensou no impacto que a soltura de animais de uma espécie estranha a um ecossistema pode causar:
“— A preocupação de soltar uma população estranha dentro de outro ecossistema é a troca entre as populações. Aqui no Brasil não existem muitos estudos sobre este assunto, mas uma série de processos graves podem ser desencadeados por causa desse desequilíbrio ambiental.
Além dos danos ao meio ambiente, Marcelo da Silva diz não concordar com a criação de animais silvestres para fins comerciais.
— Não soa biologicamente correto. Para mim, criar borboletas para soltar em casamentos é a mesma coisa que pegar um monte de macacos e soltar em eventos. Eu sou contra a prática. (declarações do biólogo)” – texto do portal R7
E sabe o que é pior: o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deu licença para o funcionamento do borboletário. O órgão não deveria lutar pela defesa dos animais?

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